Todos nós sabemos que a nossa vida é marcada por alegrias e tristezas, mas, também precisa estar claro para cada um de nós, que não são os acontecimentos que determinam o que somos, na verdade é o que fazemos a partir dos acontecimentos que os caminhos da nossa vida são delineados. É preciso ter esperança, mesmo quando a dor nos visita e nos machuca.
Esta semana o vídeo de um idoso subindo no presbitério de uma igreja em Santa Catarina aos prantos, enquanto o padre celebrava a liturgia eucarística da santa missa repercutiu nas redes sociais. O padre que segurava o próprio Cristo na Eucaristia, agiu concretamente como o Cristo celebrado, tomando a decisão de abraçar o homem, sem questionamentos, mas com o acolhimento que é fruto de todo discípulo do Filho de Deus. Eucaristia encarnada no abraço e a presença de Cristo manifestada bem diante dos nossos olhos. Que belíssima atitude do padre Carlos Henrique.
Mas que atitude corajosa do idoso que ao saber da morte do seu neto, um jovem de apenas 20 anos, tomado pela dor, decidiu ir ao encontro de Cristo para receber o abraço silencioso que conforta. Para nós católicos a esperança é o próprio Cristo. Então, retomo o questionamento do início: para onde corremos quando a dor nos surpreende? Fugimos e nos emaranhamos na dor ou corremos para Cristo aquele que é o caminho, a verdade e a vida?
Como disse São João Crisóstomo, ‘’a Igreja precisa de almas de ouro’’. Temos uma alma de ouro quando nós fixamos nosso olhar em Deus e nos abandonamos a sua misericórdia. Mesmo na dor confiamos que Deus está conosco e por estar ao nosso lado, somos vencedores.
Reflexão: José Dias Neto, apresentador e superintendente do Sistema Diário de Comunicação:
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JOSÉ DIAS NETO